O que é disfunção erétil, mais conhecida como impotência masculina? O que devo fazer frente ao problema?

A disfunção erétil (DE), mais conhecida como impotência sexual, é a dificuldade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual adequada.

A DE pode ter origem psicológica, orgânica ou mista (psicológica e orgânica). Cerca de 50% dos homens acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções. Os principais fatores de risco são: alterações hormonais, tabagismo, alcoolismo, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sistêmica, medicamentos (vasodilatadores, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, antidepressivos, ansiolíticos), drogas (maconha, codeína, cocaína, heroína, metadona), cirurgias. O tratamento baseia-se principalmente em terapia medicamentosa e psicológica, dependendo do caso.

O que é disfunção erétil após cirurgia do câncer de próstata e como pode ser tratada?

O câncer de próstata tem um grande impacto na saúde do homem e na sua qualidade de vida. Os pacientes que serão submetidos à prostatectomia radical devem ser sempre orientados quanto aos riscos de incontinência urinária e de disfunção erétil, A prostatectomia, portanto é um fator de risco para a disfunção erétil e problemas de ejaculação. A taxa de manutenção da função erétil é maior em homens abaixo de 65 anos, no entanto outros fatores como diabetes, hipertensão, colesterol elevado, tabagismo e doenças cardíacas interferem na disfunção erétil pós-prostatectomia. Alguns estudos mostram que a incidência da disfunção erétil após a prostatectomia radical pode chegar a 60%.

 

Após me submeter a uma cirurgia radical da próstata passei a ter certa dificuldade de ereção. Quais as indicações médicas para suprir essa disfunção?

A dificuldade de ereção que ocorre após a prostatectomia radical pode melhorar com o tempo. Por isso, até um ano após a cirurgia, os urologistas geralmente recomendam medidas mais simples como medicamentos administrados por via oral, injeções intra-cavernosas e próteses à vácuo. É importante, durante esse tempo, que o paciente tente ter relações frequentemente, pois há indícios de que esta atitude acelera a melhora da disfunção erétil. Se o problema persiste após um ano, geralmente recomenda-se a cirurgia de implante de prótese peniana. Existem vários tipos e modelos de próteses e você pode discutir as vantagens e desvantagens de cada uma com seu Urologista. Em casos onde o paciente já apresentava alguma alteração na função sexual antes da prostatectomia radical, ou naqueles em que houve necessidade de se remover os nervos da ereção, algumas etapas podem ser puladas e a cirurgia de prótese pode ser recomendada antes.

 

Estou apresentado problemas com relação à manutenção da ereção após a primeira ejaculação. o que pode ser isso?

O tempo de latência (ou seja, tempo necessário para se obter uma nova ereção) varia de pessoa para pessoa e não tem valor definido como normal. Do ponto de vista clínico, quando uma pessoa consegue obter e manter ereção firme suficiente para penetração e que permite levar a relação até o seu final, a probabilidade de haver comprometimento físico é muito pequena. Geralmente, quando ocorrem episódios de tentativas de ereção frustradas ou dificuldade para a segunda ereção na mesma noite não deve haver motivo para se pensar que existe uma doença física. Todavia, existem fatores que provavelmente a ciência ainda precisa esclarecer sobre a fisiologia das ereções. Ao mesmo tempo, fatores emocionais podem interferir tanto na primeira relação da noite como nas tentativas de relação subsequentes. Nesse caso, é muito difícil estabelecer a causa exata do seu problema. Sugerimos que você faça uma avaliação completa com um urologista e com um profissional da área de psicologia, especializado em sexualidade.

 

Tomar viagra todas as vezes que vou fazer sexo faz mal à saúde?

O tempo de latência (ou seja, tempo necessário para se obter uma nova ereção) varia de pessoa para pessoa e não tem valor definido como normal. Do ponto de vista clínico, quando uma pessoa consegue obter e manter ereção firme suficiente para penetração e que permite levar a relação até o seu final, a probabilidade de haver comprometimento físico é muito pequena. Geralmente, quando ocorrem episódios de tentativas de ereção frustradas ou dificuldade para a segunda ereção na mesma noite não deve haver motivo para se pensar que existe uma doença física. Todavia, existem fatores que provavelmente a ciência ainda precisa esclarecer sobre a fisiologia das ereções. Ao mesmo tempo, fatores emocionais podem interferir tanto na primeira relação da noite como nas tentativas de relação subsequentes. Nesse caso, é muito difícil estabelecer a causa exata do seu problema. Sugerimos que você faça uma avaliação completa com um urologista e com um profissional da área de psicologia, especializado em sexualidade.

 

É verdade que quem toma remédios para ereção pode ter infarto do coração?

Não. Todos os medicamentos para disfunção erétil tais como, Viagra, Cialis, Levitra, Suvvia, Helleva, entre outros, não causam infarto do miocárdio e muito menos pressão alta. São vasodilatadores das artérias penianas, mas também podem dilatar as artérias do miocárdio aumentando o risco de eventos cardiológicos apenas nos pacientes que tomam remédios a base de nitrato. (Isordil, Monocordil, Sustrate, Nitroglicerina, entre outros). Há ainda pacientes que não podem fazer uso da medicação por contra indicação do seu médico cardiologista.

Comments are closed.