A pielonefrite é a infecção urinária que atingiu o rim. As bactérias ou micro-organismos que entraram pela uretra passaram pela bexiga e se instalaram no rim. Nas mulheres, na maioria dos casos, isso ocorre pela contaminação e colonização perivaginal pela flora bacteriana fecal. O representante mais importante da flora bacteriana fecal é a Escherichia coli, responsável por 85-90% das infecções urinárias.

 

Sintomas de Pielonefrite

Quando as bactérias atingem o rim, elas provocam no local um processo inflamatório e infeccioso. Como consequência imediata, o rim aumenta de tamanho, a região lombar se torna muito sensível a qualquer toque ou batida e a dor lombar ou no flanco torna-se constante.

A pielonefrite sempre é acompanhada de febre (> 37,8º C) e calafrios. A urina sai em pequenas quantidades, muitas vezes ao dia, sempre ardendo muito. Pode ocorrer gotejamento de sangue no final da micção. O paciente observa que a sua urina tornou-se mal cheirosa, turva e apresenta grumos (filamentos) no seu interior. Pode haver queixas digestivas, como náuseas, vômitos e anorexia. Desânimo, canseira e prostração podem ser importantes. No exame físico, o médico encontra febre, dor lombar a punho-percussão e, muitas vezes, dor à palpação abdominal.

 

Diagnóstico

O paciente que apresenta os sinais e sintomas, acima descritos, tem infecção urinária no rim. Para comprovar o diagnóstico, solicita-se um exame de urina e uma urocultura. O exame de urina apresenta sempre muitos leucócitos, eritrócitos e bactérias no sedimento urinário. Na urocultura, crescem germes em quantidades superiores a 100.000 por mililitro de urina. No hemograma, pode ter aumento dos leucócitos (leucocitose), e na hemossedimentação, o índice é muito elevado, mostrando a intensidade e gravidade da infecção urinária.

Em alguns casos, o paciente apresenta muita febre e intensos calafrios. Nesta situação, devemos afastar a possibilidade de invasão das bactérias na circulação sanguínea e, para encontrá-las, torna-se necessária uma coleta de sangue para realizar uma hemocultura. Com a hemocultura, além de identificarmos a bactéria que invadiu o sangue, podemos testar a sensibilidade aos antibióticos (antibiograma), permitindo, assim, um tratamento adequado da infecção sanguínea.

A ecografia ou o Rx simples de abdômen mostram o aumento do rim infectado e presença de possíveis lesões. Em certos casos, poderá ser necessária a urografia excretora e/ou cintilografia renal para verificar a existência e evolução das lesões renais.

 

Tratamento

O tratamento é feito com o antibiótico sensível de acordo com o antibiograma realizado com as bactérias encontradas na urocultura. Em todos os casos de pielonefrite, além de tratar a infecção, deve-se pesquisar e tratar fatores complicadores que podem perpetuar ou impedir a melhora da infecção renal. Os fatores complicadores mais importantes são: cálculos, obstruções, estenoses congênitas ou adquiridas, refluxo vésico-ureteral, malformações congênitas, sondagens e cateteres.

Em alguns casos, o paciente com pielonefrite aguda requer tratamento hospitalar. Isto ocorre quando há infecção severa (septicemia), ou nos pacientes incapacitados ou incapazes de autocuidados ou que necessitem de administração de antibióticos endovenosos.

 

Prevenção

No caso de pielonefrite aguda, é difícil para médico saber se o paciente é portador de uma infecção complicada ou não. Se for homem, é imperioso procurar as causas que possibilitaram a infecção, pois, sempre tem algum fator que contribuiu para o surgimento da pielonefrite.

No homem, as causas da pielonefrite, quase sempre, são obstrutivas. Na mulher, devem ser afastadas causas ginecológicas e, nos jovens, as doenças sexualmente transmissíveis.

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